Se num sonho viro palhaço,
se no outro me desfaço
e refaço o pensamento num assopro, num olhar.
Não importa se o que vem é reconhecimento ou esgar.
Deixo a semente plantar
Ser regada pela chuva que cai,
ou tonificada pelo brilho que emana do sol.
Vejo o tempo passar, pego minha trouxa e parto.
Florescer outro lugar.
domingo, 11 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Agradecimento
Queria deixar aqui meu agradecimento para o Caco Galhardo, por ter reproduzido uma tirinha minha no seu blog.
O cara é um dos melhores cartunistas aqui do Brasil e tal atitude me deixou bastante feliz!
Obrigado!
O cara é um dos melhores cartunistas aqui do Brasil e tal atitude me deixou bastante feliz!
Obrigado!
Velhice
Não vejo há um bom tempo. A palheta de cores se deixou invadir pelo preto.
Não escuto também nem o mais reles sonido de qualquer pássaro bravio.
Nunca mais toquei em sequer uma pétala de rosa.
E abandonei meus gostos, e os perfumes que não mais sinto.
Que esperar da vida a não ser a morte?
Ouço o relógio badalar a cada hora passada.
E o ser ossudo, cheio de mágoa, mais uma vez tarda.
Certamente não virá.
Assim como ninguém veio.
Não são todos os que conseguem escalar um devaneio.
Não escuto também nem o mais reles sonido de qualquer pássaro bravio.
Nunca mais toquei em sequer uma pétala de rosa.
E abandonei meus gostos, e os perfumes que não mais sinto.
Que esperar da vida a não ser a morte?
Ouço o relógio badalar a cada hora passada.
E o ser ossudo, cheio de mágoa, mais uma vez tarda.
Certamente não virá.
Assim como ninguém veio.
Não são todos os que conseguem escalar um devaneio.
Dueto
Yasmin Lara, dona do blog www.contrapto.blogspot.com, propós que nós fizessemos um "dueto" em poesia.
Gostei do resultado:
Lá no horizonte surge um sol
brilhante, como jóias raras.
Sua luz incessante clareia o dia.
perfeito, como uma sinfonia.
De longe vêm os pássaros com a cantoria,
suas notas alegres fazendo-me companhia,
Desvanecem qualquer monotonia.
Ah, caro sol, deixe-me em ti me acolher!
Completar o quebra-cabeça que é viver.
Se me abandonas assim, em sombras,
fico na corda bamba, perdido no escuro do meu ser.
Quero mais é essa claridade infinita!
Absoluta, como a sensação da música que finda.
Quero essa felicidade constante
Chega de sorrisos por instantes.
Ah, caro sol, quero brilhar!
Para sempre, até essa minha louca vida terminar!
Não quero esperar o inverno chegar...
Espero que venham mais. :D
E dá-lhe msn!
Gostei do resultado:
Lá no horizonte surge um sol
brilhante, como jóias raras.
Sua luz incessante clareia o dia.
perfeito, como uma sinfonia.
De longe vêm os pássaros com a cantoria,
suas notas alegres fazendo-me companhia,
Desvanecem qualquer monotonia.
Ah, caro sol, deixe-me em ti me acolher!
Completar o quebra-cabeça que é viver.
Se me abandonas assim, em sombras,
fico na corda bamba, perdido no escuro do meu ser.
Quero mais é essa claridade infinita!
Absoluta, como a sensação da música que finda.
Quero essa felicidade constante
Chega de sorrisos por instantes.
Ah, caro sol, quero brilhar!
Para sempre, até essa minha louca vida terminar!
Não quero esperar o inverno chegar...
Espero que venham mais. :D
E dá-lhe msn!
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Juventude
Criança.
Sorrisos na lembrança,
que vem e vai.
Criança.
Balançando na bonança.
Avião que não tem rumo,
mas nem assim cai.
A roda gira.
Gigante, enquanto apequena-se o dia.
E vira noite.
Surge estrela.
E a cantiga, plena e doce, acalenta.
Deixe o sonho de nuvem voar à plenitude.
No último pó astral.
Sorrisos na lembrança,
que vem e vai.
Criança.
Balançando na bonança.
Avião que não tem rumo,
mas nem assim cai.
A roda gira.
Gigante, enquanto apequena-se o dia.
E vira noite.
Surge estrela.
E a cantiga, plena e doce, acalenta.
Deixe o sonho de nuvem voar à plenitude.
No último pó astral.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Caminhos
Sentiu no vento o seu destino.
E com um passo só, o seguiu.
Depois, claro, vieram mais passos.
Que a maré tratou de apagar.
Caminho seguido não há como retornar.
E com um passo só, o seguiu.
Depois, claro, vieram mais passos.
Que a maré tratou de apagar.
Caminho seguido não há como retornar.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Tinta
Não tenho arte, obra, tese.
Não sigo o caminho dos outros.
Deixo o rastro dos tortos se apagar.
Uma mão de tinta já basta.
Um riso, um olhar.
E vou trabalhando o branco.
Enquanto o pranto fica da cor do nacar.
Olha a lhaneza a passar.
O tédio.
E a nostalgia.
Sentimentos que são humanos,
como o humano que sente que é sentimento.
Não importa se a luz não brilhar.
A escuridão é cor que se pode pintar.
E olha que a vida nem saiu do lugar.
Pois não findou o dia.
Monotonia que faz criar.
Não sigo o caminho dos outros.
Deixo o rastro dos tortos se apagar.
Uma mão de tinta já basta.
Um riso, um olhar.
E vou trabalhando o branco.
Enquanto o pranto fica da cor do nacar.
Olha a lhaneza a passar.
O tédio.
E a nostalgia.
Sentimentos que são humanos,
como o humano que sente que é sentimento.
Não importa se a luz não brilhar.
A escuridão é cor que se pode pintar.
E olha que a vida nem saiu do lugar.
Pois não findou o dia.
Monotonia que faz criar.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Fly
Que o sossego venha e não tenha esmero.
Que o dia acabe, sem haver destempero.
Que a música toque para sempre, sem desafinar o canto dos pássaros invisíveis que só eu vejo.
Que o dia acabe, sem haver destempero.
Que a música toque para sempre, sem desafinar o canto dos pássaros invisíveis que só eu vejo.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Vida II
Consuma o que solto no trago.
Trago a sabedoria de poucos.
Poucos são os que sobram.
Sobram restos de ontem.
Ontem que foi hoje outrora.
Outrora, lindo tempo que colhi uma flor.
Flor, que não possui mais olor.
Roda viva que nunca pára.
Trago a sabedoria de poucos.
Poucos são os que sobram.
Sobram restos de ontem.
Ontem que foi hoje outrora.
Outrora, lindo tempo que colhi uma flor.
Flor, que não possui mais olor.
Roda viva que nunca pára.
domingo, 4 de outubro de 2009
Esperança
Ser feliz é lavar a alma.
Encher o balão das idéias.
Flutuar por um mar enevoado,
sem medo do porvir.
Deixo-me perder por um sorriso.
Paixão que há de vir.
Encher o balão das idéias.
Flutuar por um mar enevoado,
sem medo do porvir.
Deixo-me perder por um sorriso.
Paixão que há de vir.
sábado, 3 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Baldio
Neste terreno,
só as bandeiras flamulam,
mesmo que não exista o porquê.
O tempo é o único ser soberano que atua,
transformando ossos em areia,
que se torna pedra vazia.
Corações enregelados.
Ausência de calor.
Ainda dizem os relatos dos mais corajosos, que viram por aqui uma cadeira de balanço sem dono...
Outros vêem corvos a grasnar, como se a todo momento evocassem a morte.
Mas o ser de ossos largos, macambúzio e soturno,
já levou a vida e o brilho desses grãos...
só as bandeiras flamulam,
mesmo que não exista o porquê.
O tempo é o único ser soberano que atua,
transformando ossos em areia,
que se torna pedra vazia.
Corações enregelados.
Ausência de calor.
Ainda dizem os relatos dos mais corajosos, que viram por aqui uma cadeira de balanço sem dono...
Outros vêem corvos a grasnar, como se a todo momento evocassem a morte.
Mas o ser de ossos largos, macambúzio e soturno,
já levou a vida e o brilho desses grãos...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Musicalidade
"So far away from me,
so far i just can't see..."
- Eu não sei ler a placa...
"So far away..."
- Ou a música que toca...
"So far away from me..."
- Tão distante, que nem posso escutar ao certo...
_____________________________
P.S. Escrita empós uma boa dose de Dire Straits.
so far i just can't see..."
- Eu não sei ler a placa...
"So far away..."
- Ou a música que toca...
"So far away from me..."
- Tão distante, que nem posso escutar ao certo...
_____________________________
P.S. Escrita empós uma boa dose de Dire Straits.
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