sábado, 2 de fevereiro de 2013

Madrugada

Lua cheia.
Brandos pensamentos.
Olhos acompanham as nuvens sumirem com os ventos.
Estrelas aparecem, logo somem.
Madrugada voa como um pássaro aflito por liberdade,
enquanto uns vislumbram o céu esperando caridade.
A cada amanhecer a esperança renova.
Enchem-se os pulmões de um ar que se pode até fazer levitar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Irreal

Abro os olhos.
Cai uma leve chuva,
que não molha.
Ao meu lado é deserto.
O céu brilha um azul sedento.
Parece sonho.
Parece pesadelo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Se

Se o tempo não passasse, eu não veria o mundo desvanecer.
Se o vento não soprasse, eu não poderia voar com meus pensamentos.
Se a criança em mim tivesse que partir, eu também partiria.
Sem olhar para trás.

Quisera

Quisera eu ser o sol,
para acalentar tuas noites de frio,
para ser a luz mostrando o fim do túnel.
Quisera eu ser sempre teu e viver
dentro do teu peito, protegido da vida que despedaça sonhos.
Quisera eu que as madrugadas enregeladas fossem só tema de contos.
E que os faróis estivessem sempre acesos para eu encontrar diariamente o meu cais.
Não é preciso andar sempre perdido.
As estrelas brilham mesmo com a devastadora escuridão.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Valente

Se o coração valente for,
dificilmente sofrerá com a dor.
Nada que o impeça de derramar uma gota de sangue.
Porque só sangra quem sofre,
quem aprende,
quem erra e se arrepende
e sente o gosto de terra molhada
na esperança de matar a sede
da alma.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pulo

Pega a cadeira e senta. Pensa. Reflita. Mire a estrela mais alta. Salte até ela mesmo sem saber voar.

Juventude

A infância não se perdeu. Apenas adormeceu em nós. Infelizmente nos distanciamos dela ao rumar para o horizonte onde o sol se põe. Não pensamos, não lembramos, só vivemos sem realmente viver. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Branco

O branco nem sempre traz a paz.
Pode ser cegueira da alma.
Uma tempestade de neve.
Um nevoeiro sem fim.
Um pedaço apagado da memória.
Um raio de luz cruzando o céu.
Um papel amassado que não fora recheado de intenções.
O nada, o simples nada.
O lugar nenhum.

Obnubilado

O homem respirou. Então pôde ver a luz obnubilada. Tentou se levantar, mas não tinha forças. Podia ouvir o vento beijar levemente sua face e passar sem rumo. Tal momento sublime não o fez cogitar o futuro. Nem sabia se tinha se perdido no tempo.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Quase

Ele chorou e seguiu. Incompleto. Quase certo que o fim já estava a se aproximar. Viu o sol baixar ao mesmo tempo que os pássaros voavam rumo ao passado. E seus passos não eram certos, nem havia ninguém para falar. A terra seca. O coração seco e desenxabido. A boca querendo um pingo de água para que o corpo voltasse a acreditar.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cor ação


Eu sou o vento que se perde na manhã que chega sorrateiramente roubando a noite...
E se me perguntam, como sim as estrelas e escondo a lua no sorriso...
E vou viver o dia, sonhando com o amor que faz meu coração palpitar.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Fogueira

Joguei as cartas no fogo.
Aqueci a noite fria.
Amanheci, a fogueira apagou.
Restaram cinzas.
Nada que pudesse conspurcar o belo anil.

Rotina

Sou fogo que água não apaga.
Sou rio que não deságua.
Sou infinito,
dentro do meu pensamento.

Ontem era pó.
Hoje, um emaranhado de nós.
Amanhã serei adubo.