Eu preciso de um trago de amor. As ondas vêm e vão. Menos o meu coração, que tem ficado nos becos esperando as horas que não chegam. Às vezes pede esmola como um coitado, outras horas inexiste. Será que ainda pulsará firme? Somente na escuridão podemos ver melhor as estrelas.
domingo, 22 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Poeta
Perde-se o poeta no improviso.
Suas trovas viraram trevas.
Seu sonho virou névoa.
E o coração se encrusta,
amaldiçoando cada sorriso.
Não está certo.
O relógio parou no passado.
A vida parou.
O tempo, entretanto, não cessou.
Há longa estrada que precisa ser caminhada.
Sabores, olores, dores novas, amores, canduras.
Ontem comeu um prato cheio de desilusão.
Amanhã poderá ser uma nuvem do céu.
Perguntas
Estamos sentados, eu e o silêncio. A brisa bate em meu cenho e passa. Leva o pouco que resta de mim. Desmancharei como um castelo de areia. Logo virá a onda, a curva, o abismo. Se eu não tiver asas, ainda sim poderei voar?
domingo, 15 de setembro de 2013
Tormenta
Como o inferno, meu coração queima, mas não de amor. Chamas, aparem as arestas da alma. Chega de perder a calma em parcas paixões. Se chover, que chova a chuva inteira. Para lavar o meu tormento para o esgoto.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Uni
Eu. Tão pequeno, tão ameno, tão distante. Se comparado ao universo, nunca serei gigante, nem poderei gerar planetas do meu próprio caos. Mas qual graça teria? Fugir pela porta da desarmonia, quando tenho a vida aqui em meu quintal.
Devagar são
Vento.
Levou minha alma.
Distancio-me da realidade.
Piso em mares.
Como nuvens de algodão.
Abstrato.
O mundo não tem razão.
Levou minha alma.
Distancio-me da realidade.
Piso em mares.
Como nuvens de algodão.
Abstrato.
O mundo não tem razão.
domingo, 1 de setembro de 2013
Hurt
Lá está ele sentando no seu trono de espinhos. Com a mão em seu queixo, observa o ambiente. Os ratos passam pelas mesas, a sujeira se acumula. Seu império está arruinado. Sua fortaleza desfraldada. Sozinho. Sim, todos partiram. Partiram, inclusive, seu coração. É um homem quebrado. Um homem sem objetivo. De nada vale sua coroa. De nada vale sua honra. Sua espada não lutara outras guerras. Terá que esperar somente o tempo passar. Para completar sua infelicidade, o ocaso não é complacente com sofrimento.
Chão
O corpo caiu no chão.
Na mente, o esquecimento.
O vazio.
Quantos delírios haviam se perdido.
Quantos sonhos silenciados.
Olhos marejados que perderiam o horizonte no segundo seguinte.
Na mente, o esquecimento.
O vazio.
Quantos delírios haviam se perdido.
Quantos sonhos silenciados.
Olhos marejados que perderiam o horizonte no segundo seguinte.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Caminhada
Chega de passos retos.
Que venham as curvas, os novos horizontes.
Pular a morte do meu ser.
Esquecer o féretro que mora no meu peito.
Se eu ficar observando o vazio dos quartos,
o silêncio das cantorias,
encontrarei o ocaso.
O coração não pode se embrutecer.
Amanhã abrirei a porta para o sol nascer.
Que venham as curvas, os novos horizontes.
Pular a morte do meu ser.
Esquecer o féretro que mora no meu peito.
Se eu ficar observando o vazio dos quartos,
o silêncio das cantorias,
encontrarei o ocaso.
O coração não pode se embrutecer.
Amanhã abrirei a porta para o sol nascer.
Confuso
Criei o fogo.
Surgiu o vento.
Caiu a água.
A terra.
O tormento.
O tempo passa pelos meus olhos.
As trombetas tocam sempre para me retirar dos sonhos.
Quero um sol.
Sou vazio.
Enregelo em meus pensamentos.
Surgiu o vento.
Caiu a água.
A terra.
O tormento.
O tempo passa pelos meus olhos.
As trombetas tocam sempre para me retirar dos sonhos.
Quero um sol.
Sou vazio.
Enregelo em meus pensamentos.
domingo, 25 de agosto de 2013
Correnteza
A correnteza não deixou eu ficar.
Por mais que eu quisesse o passado.
Por mais que as lembranças me remetessem ao outrora,
eu não pude.
Ainda olho para o céu e vejo a nuvem plúmbea que teima em relampejar.
Os dias irão passar.
Virão outros fatos.
Vislumbrarei novos caminhos.
A cachoeira virá não sei quando.
Por azar não sei voar.
Por mais que eu quisesse o passado.
Por mais que as lembranças me remetessem ao outrora,
eu não pude.
Ainda olho para o céu e vejo a nuvem plúmbea que teima em relampejar.
Os dias irão passar.
Virão outros fatos.
Vislumbrarei novos caminhos.
A cachoeira virá não sei quando.
Por azar não sei voar.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Rest meines ichs
Escrevo sobre mim mesmo porque me enxergo. Mesmo no silêncio externo, meu coração bate. Às vezes lamento, às vezes sinfonia. Escrevo sobre mim porque tenho pena dos meus pensamentos. Escrevo porque tenho medo. Porque por dentro eu choro, mesmo sorrindo. Escrevo sobre mim para me forçar a acreditar. Para eu mostrar a mim mesmo as palavras que eu teimo em querer esquecer. Em meu âmago, corroo como ácido, renasço como fênix, grito como um animal prestes a enfrentar o ocaso.
Branco
Os dias passam em branco.
Há tempos a caneta não escreve.
O papel permanece imaculado.
Desonra.
O escritor deve escrever.
O escritor deve pensar e sofrer.
As palavras matam.
Três, inclusive, estão encravadas em meu peito.
O sangue escarlate escorre.
A lágrima se derrama,
cai na grama.
Não crescerá nada ali.
A terra é infértil.
Espalhei sementes que não brotarão.
Por favor, cantem uma canção para eu me inspirar.
Todas as horas ouço o som do vento.
Paro, penso, busco decifrar.
Nada surge.
O silêncio sempre chega para me derrubar.
Há tempos a caneta não escreve.
O papel permanece imaculado.
Desonra.
O escritor deve escrever.
O escritor deve pensar e sofrer.
As palavras matam.
Três, inclusive, estão encravadas em meu peito.
O sangue escarlate escorre.
A lágrima se derrama,
cai na grama.
Não crescerá nada ali.
A terra é infértil.
Espalhei sementes que não brotarão.
Por favor, cantem uma canção para eu me inspirar.
Todas as horas ouço o som do vento.
Paro, penso, busco decifrar.
Nada surge.
O silêncio sempre chega para me derrubar.
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