quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Acorda

Eu olho pela vidraça.
Não há ninguém que faça eu esquecer de ver o amanhecer.
A luz entrando pela janela.
As nuvens recheadas de belas pretensões.
O céu azul anil, tão vivo como o mar em suas renitentes ondas.
Tenho velejado para onde o coração se mostra mais pulsante.
O amor é uma bússola.
Nunca me desvencilharei dela.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

V o e

Vidas verdejantes se perdem.
Somem com as primeiras gotas de orvalho.
Os poetas, como pássaros, vão à praça.
Encontram espaço para voar junto com a brisa.
Nem sempre voltam.
Porque o passado não regenera.
O mel é doce como o presente que podemos criar.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CotiDIAno

O dia passa, o passarinho voa e se perde no ar.
As nuvens plúmbeas cruzam o céu cortando o anil.
A menina sentada no balanço se lamenta, pois está distante do amar.
Um senhor se queixa do mundo vil.
O cotidiano apresenta os mesmos personagens.
A rotina e suas intempéries.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Texto

Enquanto eu me perdia em amores superflúos, escrevia desvairadamente em busca de respostas para os meus desejos.
Hoje tenho meus anseios correspondidos e não preciso inventar qualquer situação.
Não tenho que mirar flechas em alvos abstratos ou me perder nas metáforas da solidão...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Palavra III

Quando o coração bate, a bailarina dança sorridente, o céu se veste com o seu melhor azul.

Palavra II

Eu clamo. As paredes caem. O silêncio impera. Fecham-se cortinas. Não ouvi hoje o canto do sabiá.

Palavra

A vitória é a glória do cavaleiro. A derrota também o é. Ninguém deve morrer sem história para contar.

Concreto

Eu sou concreto.
Abstrato não mais.
Há quem diga que a poesia não reverbera.
Há quem diga para eu acreditar no jamais.

Sábio sabiá

Cantou, porque o pranto nunca foi a melodia do Sabiá.
Voou alto, voou certo.
O bater de asas não se apaga com o fim da luz crepuscular.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Anil

Eu não gosto do céu plúmbeo.
Ele enegrece a alma, o dia, as flores.
Faz murchar amores e azedar o mel.
Pára meus relógios, faz nascer meus ódios.
Embebeda-me de penúria.
Ah, o céu é tudo... Início e fim.
Eu prefiro que ele se vista com o mais belo azul.
Para iluminar as horas que insistem em passar.
Busco ver a clareza das nuvens, tão alvas e sinceras.
Contando verdades, escondendo saudades,
vivendo o amor que nos cerca

O céu claro une.
Revigora o coração.
Para esse negro céu eu digo: não!
Quero permanecer são nesse mundo louco.


P.S. Poesia escrita em parceria com a minha grande amiga, Yasmin! Um beijo!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Preto

E aquele ser cumprimentou todos no funeral. Vestia preto. Face sisuda. Saiu sem dar nenhuma palavra. Mal sabiam os presentes de quem se tratava.

Parede

Encostaram o sujeito na parede. Armas em riste. Uma bala mortal. Outros tantos festins que não celebrarão qualquer festa. Sonido. E o silêncio sepulcral. Jaz um corpo no chão que não sentirá o gosto da terra que comerá sua carne.

Passeio

Eu acredito no amor e na invisibilidade doce dos sentimentos. Eu sinto os eflúvios. Morro pelos meus contentamentos. A diferença é que acordo, quiçá mais radiante que o sol que beija a janela.