terça-feira, 27 de novembro de 2012

Fogueira

Joguei as cartas no fogo.
Aqueci a noite fria.
Amanheci, a fogueira apagou.
Restaram cinzas.
Nada que pudesse conspurcar o belo anil.

Rotina

Sou fogo que água não apaga.
Sou rio que não deságua.
Sou infinito,
dentro do meu pensamento.

Ontem era pó.
Hoje, um emaranhado de nós.
Amanhã serei adubo.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Natalício

O tempo passa.
Arrasta os mundos.
O que restam são memórias perdidas que precisam ser revisitadas.

Não terei os anos que me tiraram.
Não terei mais o sopro da infância que por um momento foi meu.
O futuro é um presente desembrulhado diariamente.
Às vezes um acerbo sabor é revelado.
Outras vezes, um doce que rezamos baixo para não acabar.

domingo, 1 de julho de 2012

:)

Não importa, deixe tocar a mesma música.
Admito, é ela me encanta.
Inerte, fico a admirá-la, como se não existisse tempo.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sonho

Sonhos.
Por que tão nuvens?
Por que em sonos?

Sonhos,
não tão plausíveis,
às vezes tão insanos.

Sonhos,
por que não realidade?
Porque só no imaginar a gente voa de verdade.

domingo, 24 de junho de 2012

Am or

Coração tão vilipendiado,
muitas arrependido, 
outras vezes, sincero e sofrido.
Foste relegado a ti o peso de um amor.
Cuida para que não se perca.
Porque o vácuo não permite qualquer pensamento.
Ele te entrega à solidão e te retira todas as estrelas...

O caso

Não dedico odes à calmaria.
Quero o meu coração pulsante, como se fosse melodia interminável.
A vida, entretanto, não é infindável.
Uma hora, o sopro do ocaso apagará minha chama da alma.
Ficarei vazio.
Olhos opacos.
Mente quieta.
Ao pó retornarei.
Ninguém ouvirá mais os meus passos.



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Musik



Queria ter a leveza de uma música.
Voar, sem sentir o vento.
Espalhar, para que todos deixem seus tormentos.
Juntar cada alma solitária.
Retirar qualquer lúgubre do pensamento.
Queria ser música e ecoar infindavelmente.
Acelerar batidas de corações dispersos.
Acabar com qualquer olhar desconexo.
Transformar abismos em campos de flores.
Ninguém aguenta viver só de dores.
O corpo pede amores, amoras. Doces lembranças.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

AMor III

Nunca aceito que digam que amor é veneno.
Não é!
É doce, mas não mata.
É quente, mas não derrete nenhuma pretensão.
O amor, digo, o mais simples amor.
É maior do que qualquer paixão.

Pleno

A música não pára, assim como o tempo.
Ouço a mesma melodia diuturnamente.
Não quero acordar,
porque não sonho mais.
Eu vivo.
Cada fragmento
Porque só assim serei eu mesmo, plenamente.

Fragmentos

Corta. A cena. O passado não existe mais. Está perdido em alguma dimensão. O que nos resta são fragmentos de memórias, fotos, gravações, cartazes. Logo não teremos nem a nós mesmos.

Amor II

O que bate no teu peito?
- Um coração que nem o teu.
Teu coração és meu?
- Enquanto eu viver.

Amor

Amor. Tão pequeno frasco, tão frágil, tão insensato, tão cheio de olor. Amor, perfume de rosas. Traz olhares brilhantes, corações pululantes, alegrias imensuradas. Eu quero ficar na sua estrada, até que a vida minha queira que eu oblitere.