quarta-feira, 13 de abril de 2011

Felicidade

Ando a ver estrelas.
Morangos têm sabor mais doce.
Ósculos eu disparo ao vento.
Reluzente, o infinito, se apresenta aos meus olhos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Negociador

Daí-me o óbolo, mostro o caminho. O barqueiro levará você ao cais mais próximo. De longe, poderá ouvir ainda o meu assobio. Alcançará os Elisius e eu a riqueza que não presta.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Espelho

Eu olhei no espelho. Diferente do macambúzio de outrora, vi algo próximo da felicidade buscada. Tentei tocar aquela visão e fui levado para o mundo da fantasia. Hoje navego no rio de doces. Não há desilusão. A brisa tem o melhor olor. A luz do sol aquece o meu coração...

domingo, 10 de abril de 2011

Cais

A luz não cegou.
Iluminou o peito.
Apagou o desamor.
Agora carrego um coração reluzente.
Fogo ardente levado na pira para o alto do monte.
Farol.
Meu barco sempre encontrará o cais.

sábado, 9 de abril de 2011

Enfrentar

Eu vi a borrasca. Ao contrário dos demais que retornaram, eu continuei a dar meus passos. Mesmo com a areia convertida em lama, eu caminhei. Hoje o sol anuncia o melhor brilho e as flores nascem tão vivas como em qualquer pintura artística, como na própria vida. Orvalhos são sementes de arco-íris.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Colhedor

Eu não sou eterno, mas serei infinito nas minhas pretensões. Quero deixar uma semente para crescer em algum cantão. Eu vim de terra árida. Senti o sol que batia no rosto. Por sorte, no coração existem chuvas que semeiam o campo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Poesias

O poeta escreveu para sua estrela. Vislumbrou-a com o mais sincero olhar. Suspirou, como antes nunca havia ousado suspirar. E gritou, dizendo que ficaria a eternidade esperando algum sonho em realidade se tornar!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Finitude

Disseram ao poeta que ele não poderia mais se alimentar de sonhos. Entristecido, foi ao alto do cume chorar as suas lamentações, embora estivesse ciente que ninguém escutaria. Vieram dias e noites. Chuvas e ventanias. Sol em demasia. Alucinado e com sede, quis descer o cume, mas a vista, além de obnubilada, começava a clarear. Seu corpo inerte foi de encontro ao solo, duro como uma pedra milenar. Os versos não voltaram a ser gravados nas folhas, que permaneceram brancas como os lírios que o poeta usava para se inspirar.

Sonha sem dor.

Escolhi o caminho que vi com a clarividência que tornou dia a minha noite. Não me arrependo. Aqui na cama, penso em repousar, não mais para querer sonhar. Eu vivo um sonho na realidade e isso basta.

Partícula

Eu vi a luz invadir o espaço. A escuridão se tornou branca, mas de uma forma branda. Não afetou meus olhos, por outro lado, fez eu enxergar o próximo passo. Devaneios, não mais.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

God of Thunder

Eu não resolvi mais calar. Parti a nuvem e tirei o trovão contido nela. Iluminei toda aquela terra. Agora quero que aqueles fracos que reclamavam de escuridão voltem a se pronunciar.

domingo, 3 de abril de 2011

Caminho

Eu vejo um só caminho. O passado não tratará de criar novos desastres. Desafios eu sei que o futuro trará. Glórias irei conquistar. Porque a bonança agora está em minhas mãos.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Andar

Eu anseio. Com as mãos tateio em busca da luz. A direção do vento me conduz. Trôpego, caminho, como se pisasse em alguma partícula do infinito vácuo sideral.