No balanço do barco,
você se fez cais.
Me trouxe paz
e um pedaço de chão.
Fez poesia no meu coração
e floresceu um jardim inteiro.
Trouxe zelo, cuidado.
Esmero.
Uma fluída conexão.
Ô menina.
Me abraça.
Não importa o tempo que passa.
Eu quero tua graça.
Não solta da minha mão.
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Barco
sexta-feira, 17 de maio de 2019
Ultra
Eu pensei que fosse sonho.
Planos meus.
Eu pensei que era engano.
Fumaça.
Desilusão.
Mas quando você me abraça, meu mundo se completa.
Eu esqueço a vida, os prazos.
Meu corpo contigo se conecta.
Posso voar que nem uma andorinha procurando o verão.
Meus brilham feito o sol.
Você me fascina.
Minha menina.
Meu aconchego.
Minha história de amor.
sexta-feira, 8 de março de 2019
Nas ruas da cidade
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Alma
Sujemos os pés para correr.
Para viver mais.
Para sentir o pulsar.
Para deixar o vento nos fazer voar.
Para que assim possamos nos achar no imaginar.
E viver o que só tínhamos no sonhar.
Pondo um sorriso como abrigo.
E um coração aberto para abraçar o bem.
Porque o bem é semente.
E sendo semente, a nós é dado o papel de aprender a regar.
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Sobre resistir
Eu tenho medo do medo.
Do escuro, do espaço.
Do cadafalso.
Não sei se rio ou se choro.
Ou se me apavoro com teu olhar.
Está um breu lá fora.
O sol cansado não quer levantar.
E o sangue de muitos pinta as ruas.
Lembra do pavor que ninguém quer lembrar.
O austero levanta.
O sinistro nos espanta.
E o amor.
Ah, o amor, eles querem calar.
Mas este silêncio não será meu!
Abraço o mundo que a vida me deu.
Abraço e não deixo ninguém soltar.
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Brasil
Vem, me dá a mão.
Não chora, não espera não.
Vem cantar comigo essa canção.
Honrar nosso brasão.
Brasil.
Essa nação.
De cores multicores.
De ritos e mitos.
De verde, amarelo e azul.
De vermelho do sangue das lutas.
Meu Brasil.
Minha pátria querida.
Minha terra batida.
Meu costume.
Minha luz.
sábado, 20 de outubro de 2018
Nariz
Meu nariz é um mundo.
Meu mundo.
Minhas regras.
Meus segundos.
Busco o sorriso.
O abraço.
Busco o palhaço.
Desfaço nós.
Disfarço.
Viro árvore.
Viro ventania.
Viro até gente.
E sozinho posso até ser sinfonia.
Dessa ciranda que é viver.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Quinhão ruim
Mergulhei na indiferença.
Como pode?
Você me deu clarividência.
Logo depois me tirou a luz.
Não há sol.
Não há céu.
Só a completa escuridão.
Estou ao léu.
Amargando a desilusão.
Perdi o ar.
O peito não pára de palpitar
e a tristeza me consome.
Como pode ser?
Ontem eu tinha você.
Hoje só tenho areia em minhas mãos.
Não aguento essa liquidez do mundo.
Amores duram segundos.
Vidas vividas em vão.
Eu só quero plantar.
Eu só quero colher,
um coração.
Chega de tentar apanhar o ar.
Chega de me deslumbrar.
Por tão pouco quinhão.
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Brasil
Sobe a gangorra.
Ciranda da vida.
Gira, gira-mundo.
Sociedade de segundo passado.
Presente.
E o futuro?
É algo escuro,
insensato.
É a dor do parto.
Lacuna.
Mais uma bala.
Mais uma vítima.
Estatística.
Lágrima que cai e rola.
Cadê escola?
Só se vê a cultura do rebola.
A educação pede esmola.
E o Estado cala.
Calo no pé do povo,
que aguenta o tranco
e trabalha que nem louco
para ganhar pouco.
Enquanto outros vêem tudo do tamanco.
País manco.
Jorra petróleo.
Enche os bolsos.
De lodo e podridão.
Bandos de lobos.
Quando é que os ratos voltam para o esgoto?
Quando é que a luz volta a iluminar?
São tantas perguntas sem resposta.
São tantos sonhos a obliterar.
Brasil, país sem memória.
Brasil, não quero te ver calar.
Levante a sua bandeira.
Venha para a luta sem se apequenar.
Porque teus risonhos lindos campos têm mais flores.
E o cheiro da tua flor não pode se apagar.
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
Impressões
Alvoroço.
De gente.
De vozes.
Povo passa.
Cheio de graça.
Abraços e amores.
Está no chão da praça.
E no olhar perdido da menina que chora.
No cansaço do jovem que descompassa o passo.
A vida sendo vivida.
O tempo que não freia.
A esperança que não deita.
sábado, 4 de agosto de 2018
Voyage
Pessoas vêm.
Pessoas vão.
No vôo do avião.
São histórias.
Memórias.
Sonhos
ou lamentação.
O abraço de despedida traz vida.
Enche de lágrima o coração.
Mas viajar faz bem pra alma.
Que voa como um pássaro.
Viajar nos torna sãos.
sábado, 21 de julho de 2018
Palhaço
Meu mundo se abriu como um sorriso bom.
Como se a música tivesse dado o tom.
Como se a dança tivesse acertado o passo.
O ritmo.
Do coração.
E eu.
De rosto pintado.
Palhaço.
Nem acreditei no primeiro abraço,
que a vida me deu com tanta emoção.
E disse: Vai menino!
Conquista teu espaço!
Mostra aos outros que a realidade pode ser pluma
e que os sonhos podem voar como um balão.
E desde então parti.
Numa jornada de ser criança.
De viver o hoje,
o agora.
De não aceitar esmola do sorrir.
Porque se estamos aqui,
não teria significado viver o calar.
E, sobretudo, calar sem sentir.
Por isso, povo da terra.
Ao invés de armas, gentileza.
Não há maior nobreza do que ser o porquê de existir.
domingo, 10 de junho de 2018
Mármore
Ando pensando.
No céu de agora.
A vida lá fora.
Minhas memórias.
Ainda tenho o que conquistar.
Remo o barco.
Insisto na sina de sonhar.
Assim cravarei no mármore o viver sem pesar.