terça-feira, 3 de junho de 2014

Allegro

Meu coração bate alegria.
Alma em sintonia.
Ando agora com a esperança.
Aconchegante lembrança do teu abraço que me traz paz.

Quão

Não sei quão longe é,
mas tenho tua mão para me guiar.
Se vier o frio, posso te abraçar,
assim como a protegerei da chuva em um dia atípico.
Teu nome podia ser de rosa,
vez que tu tens a delicadeza delas e o leve perfume.
Tu inspiras o sonhar,
mas no plano concreto,
tão real que eu posso tocar.

Her

Ela me trouxe a lua,
Os mundos.
Saí do descompasso.
Hoje vivo entre as estrelas
e conto cada segundo de alegria.
Inevitável não sentir a euforia.
Esperançar o futuro que agora se constrói.

domingo, 11 de maio de 2014

Mãe

Mãe, tu vagueias em minha mente como retrato: Inapagável.
Desde o berço, carregou-me, implacável.
Nos dias de medo, confortou-me com um abraço,
salvando-me das intempéries de mim mesmo.
Ensinou-me o caminho,
mas eu teimo em querer seguir teus passos.

sábado, 5 de abril de 2014

Stairway

Hoje subo escadas infinitas.
Vez há luz,
outras horas, escuridão.
Aprendizado, rotina, pensamento distante do que é são.
Humano.
Ser de imperfeição.
Coração baleado, costurado, mas que não precisa esperançar em vão.
Quanto céu para vislumbrar.
Quanto mar para navegar.
Quanto doce para melar a boca e deixar o brilho no olhar.

domingo, 30 de março de 2014

Bem querer

Ei, morena.
Vem aqui pro colo.
Vem viver comigo o meu sonho.
Tanto mundo.
Contigo sem medo.
É estrela que brilha.
Desafia o desafino.
É música boa.
Uma linda melodia de violino.
É a que me faz sorrir, mesmo em desatino.
Vem, morena, senta comigo.
Faz do meu peito o teu abrigo, que eu te chamo de bem querer.

sábado, 8 de março de 2014

Sem saída

Eu fui surpreendido, logo não era mais eu. Vivia como bandido, coração perdido, vida no breu. Luz, não via, apesar de longe ainda ouvir a sinfonia que poderia me tirar dali. Os meses voaram do calendário e a minha mão buscava alcançar uma saída, mas sempre voltava vazia como os sonhos meus.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Plantar

Ontem plantei uma semente. Espero a hora dela germinar. Faço cuidado, rego e digo palavras de amar. Sei que o tempo é duro, sei que queremos logo o futuro, mas é tão bom olhar o verde brotar. A vida nascer. A esperança crescer e do fruto se alimentar.

Pular

Você se prende ao passado, abraçando-o, sem perceber os espinhos que lhe roubam o sorriso e, consequentemente, apagam sua luz.
Um novo trem chegou, a levará para longe. Novas paisagens, novas sensações, novas canções.
Não feche os olhos, não finja que o coração não bate ansiando o novo. Pule, você ainda sabe voar.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Vim ver

Há tanto da vida para se captar.
Tanto para viver e sonhar.
Não há porque se desesperar.
Nunca o tudo será nosso.
Até porque como humanos, somos imperfeitos, incompletos.
Se por um lado, temos benfazeja.
No outro, deixamos nosso coração à mesa,
servindo as moscas traiçoeiras.
Enquanto respirarmos, abraçaremos esta dualidade.


A sã (?) sina

Diga para mim!
Por que aceita a sina?
Por que condena o teu futuro, menina?
Se tem tanto brilho para brilhar,
não deixa o teu fogo apagar,
não deixa o tempo passar,
para depois se arrepender.
A foto é só lembrança.
Uma esperança do que poderíamos ser.

Centelha

Por um segundo te perco,
devorado pelo mundo.
Amor moribundo,
deixa a razão obliterar.
Conquistar o espaço e as estrelas.
Eu espalhei diversas centelhas.
Tudo o que vejo, entretanto, é o vento fazendo cada ponto se apagar.

terça-feira, 4 de março de 2014

Amanhã

Ô divindade, pare de brincar assim comigo. Vivo pedindo esmola pelos cantos, tenho de alimentar um coração faminto. Não sei se deixo de olhar o horizonte como deveria, ou se simplesmente o horizonte não é meu. Sei que o peito definha, amarga, oblitera sonhos e me tira a vida, a cada segundo passado. Irei morrer, certamente. Não sentirei o ar poluído do mundo que conspurca minha alma. Queria ter de novo minha calma. Assim eu poderia flutuar sem me preocupar com o amanhecer.