segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Guerreiro

Para mim você é um guerreiro, que luta com a sua luz.
Um coração que bate.
Um sorriso que rebate.
Um abraço que acalenta e fortalece.
Uma esperança.
Uma semente de amor.

Lute bravamente.
Seja forte,
Seja veemente,
Seja flor nascida do concreto.
Porque não existe solo infértil na alma humana.
Somos poesia.
Somos candura.
Somos o que bem entendermos ser.

domingo, 13 de agosto de 2017

Medê

Me dê um pouco dessa angústia.
Deixa eu beber.
Assim esvazia-se mais rápido o copo.
Ameniza o teu ser.

Vem cá, olha a vida.
Passando como um trem ilimitado.
Outros vão,
Outros vem.
Em luz ou escuridão.

Põe um sorriso no rosto.
Dá a mão para mim.
Não te deixo caminhar errante.
Você não merece esse fim.

Vem cá.
Este coração que aqui bate.
Também bate por ti.
Também quer lhe ver viver.
E resplandecer como o amanhecer que tu mereces ser.

Porque não nascemos para ser pó.
Nascemos sim para ser universo.
E por isso eu vivo mergulhando em verso.
Para não esquecer o que vim fazer aqui.

sábado, 12 de agosto de 2017

Euquero

Sim, não quero menos que o céu.
Quero o sabor do mel.
E o canto dos sabiás.
Porque viver ao léu é se apagar.
É deixar de viver.
É emudecer.
Quando se tem muito para falar.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Paraaalma

E a comida para a alma?
Amor.
Calor.
Candura.
Uma flor.
Uma poesia.
Olhos que brilham em sintonia.
Corações que retumbam o mais alto que se pode.
O infinito do céu.
O sol e a plenitude.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Avidaé

A vida é um milhão de novos tropeços.
E até mesmo de buracos iguais.
A vida é também recheada de começos.
Vírgulas e pontos finais.
Uma completa histórias de nós mesmos.
Plantações.
Desejos mortais.
Chatices que geram bocejo.
E sinceros corações marginais.
Amor que transborda.
Amor que seca.

A vida é amanhecer.
É saber que respira.
E que há algo para lutar.

A vida é não se entregar.
É resistir enquanto o raiar do sol da nossa existência perdurar.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Brilha

E lá do alto vem a moça,
toda formosa.
Ninguém imagina o que há dentro dela.
Um coração.
Um choro.
Uma vela.
Acesa para o seu mundo iluminar.

Ela é boa menina.
Canta bem, não desafina.
E nas agruras da vida, não deixa de sonhar.

Brilha, querida menina.
Brilha o quanto você puder.
Brilha pequena criança.
O mundo é seu.
Levanta e encara o que vier.

Sei que teu peito grita.
Que a cabeça não pára.
Só agita.
Que as estações são suas e de mais ninguém.
Sei que se apegou ao inverno.
Ao frio da emoção.
Mas sei que dentro de ti há alma pura e límpida.
Há poesia e uma vontade de persistir.
Por isso não desista com a queda.
Seja estrela ou grão de areia.
A importância que tem, está dentro de ti.

Brilha, querida menina.
Brilha o quanto você puder.
Brilha pequena criança.
O mundo é seu.
Levanta e encara o que vier.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Arranco

Eu ia falar uma poesia,
que ouvi há pouco.
Mas devo ser louco,
pois esqueci.
Tenho andado claudicante.
Pouca alma.
Meio errante.
Tantos sonhos.
Esperanças no porvir.
Eu não sei se ando ou paro por aqui,
para ver a vida passar.
Para ver se arranco um sorrir.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Não temos

Não temos que ir.
Às vezes ficar,
para vislumbrar o sol se pôr,
enquanto o dia perde a cor,
ao passo que o azul do céu cede para o manto estelar,
talvez seja o melhor a se experimentar.

Ao invés de correr, parar.
Sonhar e concretizar.
Entender a beleza do mundo.
E também de cada respirar.
Para depois seguir.
Cabeça no lugar.
Não se vai a canto nenhum,
se não se sabe para onde rumar.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Pelo quê?

Obrigado pela vida amada.
Obrigado pelo vento e as cores.
Agradeço aos amores.
Ao sol,
E à noite.
Tenho caminhado muito.
Resfolegante.
Sei que do meu destino ainda estou distante,
mas não aquieto o pé,
nem o peito,
pois lá o coração bate,
E de que valem os seres humanos se não tiverem algo pelo que lutar?

terça-feira, 30 de maio de 2017

Resista

Resista.
Ouça o canto dos pássaros, da vida.
Beleza é que não falta no mundo afora.
E é por ela e por nós que estamos aqui para lutar.
Respire, fique na pista.
Teu farol não vai se apagar.
Ainda existem mares para navegar, sorrisos para te fazer voar.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Me dê

Me dê um pouco de amor.
Ou mesmo um trago de lucidez.
Seja flor, meu bem.
Que eu serei o jardineiro,
para lhe fazer brotar em todo o amanhecer.

Me dê um sorriso,
ou mesmo um giro pelo mundo.
Já enjoei de ficar aqui contando os segundos que não param de passar.
Segura minha mão.
Não me deixa na escuridão.
Quero você e nada mais.

Me dê cá o seu abraço,
o seu cheiro,
a sua concretude.
Tira-me do abstrato.
Cansei de falar comigo mesmo no espelho.
Vem ser comigo o que não posso ser só.
Vem ser nós dois.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Payaso

Eu sou palhaço.
Um sentimento profundo.
Uma gota de riso,
ou de lágrima por uma tristeza passada.

Eu sou palhaço.
Explosão
e silêncio.
Festim
ou uma canção lamuriosa numa madrugada fria.

Eu sou palhaço,
mas isso nem sempre é alegria.
Ser palhaço é quase como viver em uma poesia.
Ora a mente se esvazia.
Ora o coração se completa, quase lhe fazendo voar.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Mares

Cruzei mares de pensamentos.
Naufraguei,
notoriamente,
em alguns,
ao passo que procurava o norte nas estrelas.
Mas eu precisava ver o solo.
Saber que tenho que voar,
mas que tenho que pousar.
Para não subir demais
e me perder no espaço.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Avante

Joguei fora todos os meus discos.
Queimei os papéis.
De passado, não mais.
Avante.
Mesmo que claudicante.
Avante.
Cruzando rios ou montes.
Avante.
Porque não fui ensinado a deixar de sonhar.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Desamor

Eu parto corações e sigo.
Rumo ao infinito.
Eu calo orações.
Eu minto.
Apago luzes para me embebedar de solidão.
Sou sombra.
Peso nos ombros.
Alimento-me toda vez que quebro um encanto.
Piso em poesias.
Jogo flores no lixo.
Danço valsa sozinho.
Sem música.
Só choro e vela.



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Angústia

Por que o poeta escreve melhor se mergulhar na angústia?
Uma pergunta nada convencional.
Mas plausível.
Risível até.
E a resposta talvez seja de uma simplicidade ímpar.
Sentir a angústia, viver a angústia, é um jeito de se humanizar.
De entender o humano.
De entender o que é.
De saber que a vida pode ser sol,
mas às vezes também pode ser chuva e ventania.

domingo, 9 de abril de 2017

Comida d'alma

Comida para a alma?
Poesia?
Sonhos, fantasia.
Jeito leve de viver.
Voar no sonhos
ou nas nuvens.
Ser do espaço flutuante
ou saber onde pisar.
Na terra.
Nessa vida.
Nesses dias que amanhecem para que encontremos nosso resignificar.

Pensamentos

No dia que aprendermos a valorizar os professores, seremos uma sociedade de degraus a subir e não de ladeiras a descer.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Transforme

Isto, me dê o seu melhor brilho no olhar.
Seja a mudança que você quer implantar.
Amanheça seus planos.
Beba seus sonhos.
E corra, corra para conquistar ao invés de ficar hirta a pensar.
Largue o passado.
Leve o presente e o aprendizado.
E transforme o abstrato em concreto, sombras em luz estelar.

terça-feira, 7 de março de 2017

Obnubilado

Deixe de pensamento obnubilado, menina.
Logo mais há uma esquina.
Um mundo novo para se olhar.
Eu sei que busca a paz.
Por isso não desafina.
A música que você canta não pode parar de tocar.
Usa seus pés para caminhar.
Porque o destino é seu.
E as sementes que guarda nas mãos são suas.
Plante.
Colha.
Viva.
Respire.
E siga porque o que não falta é terra para se plantar.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Até o futuro



Até o futuro, meu bem.
A espero na esquina.
Até o futuro, meu bem.
É nossa sina.
Até o futuro, meu bem.
Caminhe comigo
Até o futuro, meu bem.
Deixa seu coração ser meu abrigo.
Até o futuro, meu bem.
Pinta meu mundo.
Até o futuro, meu bem.
Onde o futuro, o passado e o presente não irão importar.
Pois terei seu olhar e sua voz.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Questionamentos

Em que momento a alegria morreu?
Em que momento a cor cedeu para o monocromático?
Corações opacos.
Sorrisos tímidos.
Palavras afiadas que nos matam.
O que nos faz seguir em frente mesmo remendados?
Talvez aquela esperança vã de mudar junto com o amanhecer.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A morte dos meus versos

Cada dia que passa, a mente fica mais trôpega.
Caçando rimas que somem como fantasmas no alvorecer.
Menos razões para embevecer.
Porque o meu olhar secou, junto com a última lágrima que escapou de meus olhos.
É um deserto o coração.
Rachado.
Nada floresce.
Nem abelhas, nem pólen.
Nem mel.
Porque o doce não mais habita minha mente.
Nem minhas idéias.
Tenho perdido meu tempo caçando estrelas cadentes.
Realizando pedidos infundados.
Torcendo para o sol iluminar a esperança que repousa dentro de mim.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Balões

Que os balões voem, como os corações mais apaixonados.
Como as mentes que não param de sonhar,
quase atingindo o espaço infinito.

Que os balões voem e levem com eles as preocupações,
deixando a nós apenas o céu e o seu imenso azul.

Que os balões voem,
para que nós aqui que pisamos na terra saibamos que é possível voar,
mas que lembremos que há sempre um ponto de partida e outro para chegar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Fugi

Eu fugi da linha.
Cansei.
Aceitei a sina.
Falei.
Valsei sozinho.
Tombei.
E senti o solo que eu tinha deixado de pisar,
por querer voar demais,
por sonhar sem âncora,
por navegar sem bússola.


Matei.
Um pouco de mim.
Não sei.
Se será o fim.
Pensei.
Que o amanhecer poderia mudar o que sinto.
Me enganei.
Porque o amanhã não tem poderes.
E o hoje é vazio pelo excesso de ontem.
Pelas sementes que não soube cuidar.
Por ter apostado em vasos errados.
Em épocas erradas.
Em direcionar poesias que não seriam capazes de abrir qualquer coração.

Poesia



Não me destrone.
Não me cause dor.
Não gosto do sabor da terra.
Nem quero guerra.
Eu só quero o seu amor.

Venha,
dance comigo.
Sonhe os meus sonhos.
Perca-se nos mesmos eflúvios.
Toque os meus olhos com o seu melhor olhar.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

De volta

Toda vez que lhe vejo, o coração balança como as folhas de um coqueiro no litoral.
É um sentimento inexplicável, porque há muito nem escuto sua voz.
Pensar em ficar sem o seu sorriso tem sido o mesmo que mergulhar no vazio.
A mesma sensação de fechar os olhos para abraçar a escuridão.

Eu lembro quando pude ter o seu brilho, menina.
A sua luz com a minha luz.
Eu bem queria isto para expurgar as sombras do caminho.

Queria você ao meu lado quando as cortinas abrissem,
para depois finalizar a peça podendo ouvir o seu aplauso.
Entretanto, não a tenho.
Nem a alcanço.


Lá de longe vejo você se aproximando do horizonte. Distante de mim.
Um certo medo me aflige.
Minha mente não aquieta.
Ah, céus. Se eu pudesse voar, buscaria você de volta.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Punhado

O que eu faço com este punhado de amor?
Eu talvez jogue no quadro, pra ficar guardado no tempo,
preso na parede das horas.
O que eu faço com o amar?
Eu respiro e sigo.
Com flores ou velas.
Esperando na janela a pessoa chegar.
O que eu faço com o viver?
Eu caminho sem desvanecer.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Dead or alive

Vivo ou morto.
Depende.
Acho que morri para algo ontem.
Acordei hoje para viver outro sentimento.
E assim tenho feito diariamente.
Uma reconstrução.
Plantação e colheita.
Eu sei, existem lobos a espreita.
Mas eles que temam.
O predador sou eu.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Além

Minha cabeça vai além de mim.
Às vezes me pego andando na escuridão,
caçando uma luz,
nem que seja estelar.
Não sou desses de querer o céu,
mas buscar uma estrela não é uma pretensão descomunal.
Não para o louco que se traveste de poeta.
Eu só quero obliterar essa peste que devasta coração.

Cruzar

Se eu pudesse não esperar.
Não viver de tentar.
Não desvanecer.
Se eu pudesse descansar.
Ver o tempo passar
sem morrer.
Se, no meio de tanta possibilidade,
você ficasse comigo para abraçar o porvir.
Eu acho sim que poderia sorrir.
Eu acho sim que poderia deitar e sonhar.

No balanço da rede.
No balanço das horas.
Boas memórias.
Bons risos que não estão mais aqui.
Terei que cruzar a outra porta sem você me seguir.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Adeus

É tempo de dizer adeus para o que eu fui.
O ontem não é mais meu.
Cartas e sentimentos não têm mais o mesmo significado.
É hora de lutar pelo amanhã.
É o momento de abrir os olhos e sair dos sonhos.
Concretizar os planos.
De batalhar para o que eu objetivo conquistar.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Pincel

Se só tiver o meu pincel para pintar, eu pinto.
Nem que a tela seja da vastidão do céu.
Posso demorar, mas farei o melhor de mim,
porque a vida é pequena, curta demais, mas nem por isso posso me apequenar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Semeador

Agora eu não sou sempiterno.
Nem tenho história para contar de mim.
Tenho apenas aqui um punhado de sementes.
E na frente, tantos terrenos para plantar.
Sei que algumas mudas não vão vingar, porque não só com lágrimas eu posso irrigar.
Por isso conto com o tempo.
Com a nuvem de chuva.
E o sol escaldante.
Conto com as horas que passam e me dão menos vida.
Conto com o amor de algumas sementes que irão brotar.
Para continuar o meu legado.
Em flores, frutos e ventania.

Reviro

Eu reviro os olhos, amor,
para fingir que não vejo dor,
para tentar olhar pro céu,
buscar alguma cor entre o vibrante e o deslumbrante.
Algo que não seja o porvir.
Porque o presente está aqui.
E se eu deixar o tempo passar,
será passado o que eu tinha que abrir.

Semente

Que a semente se plante em terreno fértil.
Que ganhe robustez com o tempo.
E floresça,
trazendo consigo os melhores frutos.
Novas sementes, para novos campos.
Novos meios de amanhecer.

Socorro

Socorro.
O mundo esta louco.
Eu não sei mais o que pensar.
Não valorizam o amar.
Deixam morrer o carinho.
A amizade é um ser que anda caminhando sozinho.
E o céu ameaça não amanhecer.
Que a noite só sirva para alimentar nossos sonhos.
Não para que nos percamos no maldizer.

Limbo

Boa noite.
Vou fechar os olhos para sonhar.
Serei rei.
Um espião.
Um fora-da-lei.
Tudo o que eu era quando criança,
mas que com essa frieza da vida adulta eu deixei de interpretar.
A gravata não aperta só o pescoço.
Ela prende as idéias.
Sufoca seu eu mais profundo.
Torna-te sério.
E com o passar das horas, empederne sua alma.
Jogando-o para o limbo dos que pensam que sorrir é ultrapassado.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Horizonte

Seu sorriso eu vejo além do monte.
Há luz nesse teu horizonte.
Raio de sol.
Guarda o teu abraço que eu já vou chegar.

Janela

Poesia na janela.                       
No mar, um barco de vela.
Pôr do sol beijando o horizonte.                       
E eu aqui delirante
Sentimentos aflorando.                       
Perfumando o bem dizer.                       
O bem querer.
Essa vida tem dessas de chamar a gente para dançar.

Este é o tempo

Este é o tempo.
Cruel.
Destruidor de horas.

Este é o tempo.
Poço de lamentos.
Acompanha o surgimento da vida e o fim dela.
Enferruja sonhos.
Tira o brilho do olhar.

Este é o tempo.
Silencioso.
Sinistro.
Atemporal.

Loucura

Na verdade, eu sou um louco.
Eu levanto minhas mãos para o céu na esperança de que as nuvens sejam algodão doce.
Eu sou louco porque acredito que a noite é só um manto para proteger o dia do frio.
E as estrelas são guias.
Sei lá. Quase como se fossem pequenas poesias. Para olhos argutos e sinceros poderem observar.
Sou louco sim. Pelo ar que respiro. Pela cor e pelo brilho. Pelo velho girassól que dia após dia acompanha a manhã chegar.

domingo, 1 de janeiro de 2017

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Novas esperanças.
Platéia seca.
Palco sem idéias.
Que irá brotar da janela?
Que cor terá o sol ao nascer?
Abra a cortina da vida.
Deixa esse minuto novo resplandecer.