quarta-feira, 17 de maio de 2017

Mares

Cruzei mares de pensamentos.
Naufraguei,
notoriamente,
em alguns,
ao passo que procurava o norte nas estrelas.
Mas eu precisava ver o solo.
Saber que tenho que voar,
mas que tenho que pousar.
Para não subir demais
e me perder no espaço.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Avante

Joguei fora todos os meus discos.
Queimei os papéis.
De passado, não mais.
Avante.
Mesmo que claudicante.
Avante.
Cruzando rios ou montes.
Avante.
Porque não fui ensinado a deixar de sonhar.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Desamor

Eu parto corações e sigo.
Rumo ao infinito.
Eu calo orações.
Eu minto.
Apago luzes para me embebedar de solidão.
Sou sombra.
Peso nos ombros.
Alimento-me toda vez que quebro um encanto.
Piso em poesias.
Jogo flores no lixo.
Danço valsa sozinho.
Sem música.
Só choro e vela.



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Angústia

Por que o poeta escreve melhor se mergulhar na angústia?
Uma pergunta nada convencional.
Mas plausível.
Risível até.
E a resposta talvez seja de uma simplicidade ímpar.
Sentir a angústia, viver a angústia, é um jeito de se humanizar.
De entender o humano.
De entender o que é.
De saber que a vida pode ser sol,
mas às vezes também pode ser chuva e ventania.

domingo, 9 de abril de 2017

Comida d'alma

Comida para a alma?
Poesia?
Sonhos, fantasia.
Jeito leve de viver.
Voar no sonhos
ou nas nuvens.
Ser do espaço flutuante
ou saber onde pisar.
Na terra.
Nessa vida.
Nesses dias que amanhecem para que encontremos nosso resignificar.

Pensamentos

No dia que aprendermos a valorizar os professores, seremos uma sociedade de degraus a subir e não de ladeiras a descer.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Transforme

Isto, me dê o seu melhor brilho no olhar.
Seja a mudança que você quer implantar.
Amanheça seus planos.
Beba seus sonhos.
E corra, corra para conquistar ao invés de ficar hirta a pensar.
Largue o passado.
Leve o presente e o aprendizado.
E transforme o abstrato em concreto, sombras em luz estelar.

terça-feira, 7 de março de 2017

Obnubilado

Deixe de pensamento obnubilado, menina.
Logo mais há uma esquina.
Um mundo novo para se olhar.
Eu sei que busca a paz.
Por isso não desafina.
A música que você canta não pode parar de tocar.
Usa seus pés para caminhar.
Porque o destino é seu.
E as sementes que guarda nas mãos são suas.
Plante.
Colha.
Viva.
Respire.
E siga porque o que não falta é terra para se plantar.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Até o futuro



Até o futuro, meu bem.
A espero na esquina.
Até o futuro, meu bem.
É nossa sina.
Até o futuro, meu bem.
Caminhe comigo
Até o futuro, meu bem.
Deixa seu coração ser meu abrigo.
Até o futuro, meu bem.
Pinta meu mundo.
Até o futuro, meu bem.
Onde o futuro, o passado e o presente não irão importar.
Pois terei seu olhar e sua voz.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Questionamentos

Em que momento a alegria morreu?
Em que momento a cor cedeu para o monocromático?
Corações opacos.
Sorrisos tímidos.
Palavras afiadas que nos matam.
O que nos faz seguir em frente mesmo remendados?
Talvez aquela esperança vã de mudar junto com o amanhecer.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A morte dos meus versos

Cada dia que passa, a mente fica mais trôpega.
Caçando rimas que somem como fantasmas no alvorecer.
Menos razões para embevecer.
Porque o meu olhar secou, junto com a última lágrima que escapou de meus olhos.
É um deserto o coração.
Rachado.
Nada floresce.
Nem abelhas, nem pólen.
Nem mel.
Porque o doce não mais habita minha mente.
Nem minhas idéias.
Tenho perdido meu tempo caçando estrelas cadentes.
Realizando pedidos infundados.
Torcendo para o sol iluminar a esperança que repousa dentro de mim.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Balões

Que os balões voem, como os corações mais apaixonados.
Como as mentes que não param de sonhar,
quase atingindo o espaço infinito.

Que os balões voem e levem com eles as preocupações,
deixando a nós apenas o céu e o seu imenso azul.

Que os balões voem,
para que nós aqui que pisamos na terra saibamos que é possível voar,
mas que lembremos que há sempre um ponto de partida e outro para chegar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Fugi

Eu fugi da linha.
Cansei.
Aceitei a sina.
Falei.
Valsei sozinho.
Tombei.
E senti o solo que eu tinha deixado de pisar,
por querer voar demais,
por sonhar sem âncora,
por navegar sem bússola.


Matei.
Um pouco de mim.
Não sei.
Se será o fim.
Pensei.
Que o amanhecer poderia mudar o que sinto.
Me enganei.
Porque o amanhã não tem poderes.
E o hoje é vazio pelo excesso de ontem.
Pelas sementes que não soube cuidar.
Por ter apostado em vasos errados.
Em épocas erradas.
Em direcionar poesias que não seriam capazes de abrir qualquer coração.