segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Estrela

As estrelas são faróis.
Para que não deixemos de olhar para o céu e consequentemente paremos de sonhar.
Porque sem luz,
só sombras.
Soçobra o ser.
Amaina a maré.
Acalma o mar.
E mar calmo, muito embora tranquilo,
te faz demorar a chegar.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Fu ma ça

Que me importam os outros corações, se eu não tenho o seu colado no meu peito?
Se não encontro sua boca.
E o teu calor?
O tempo tem passado.
E eu sigo viajando, pensando no mel que você deixou.
É uma maldição?
Quisera eu que fosse fumaça,
para sumir junto com o vento.
Para eu acordar e viver o amanhecer.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Si ga

Fugaz.
Tu fostes.
Teu sorriso agora é fumaça e memória.
Teu beijo é sonho.
É valsa que não sei dançar.

Que a correnteza siga.
E que os dias tratem de te apagar.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

V o e



Apenas gire.
Gire.
Até ver o mundo rodar.
Você não precisa notar o tempo passar.

Viva,
respire o ar.
Não deixe seu sonho murchar.

Feche os olhos,
Transcenda.

Você é único.
Não precisa de pontes se você se permitir voar.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Sigo



Não entendo teu silêncio
e teu senão.
Passam horas.
Viram dias.
Adormece a poesia.
E o coração.
Quisera eu ter sua mão para seguir no caminho.
Mas não tenho.
Caminho sozinho.
Vou procurar outra canção.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Canto da espera



Canto para te esperar.
Amanhece e você não chegou.
Relembro que passou.
Insatisfeito fico cá.
Não posso me acostumar.
É você quem eu queria aqui.

Bem, eu não nego.

Abraço o que restou.
Nas memórias desse amor.
Deito e começo a sonhar.

Eu queria seu beijo aqui.
Iria te fazer não ir.
Ressoaria todo o bem que você me faz.

Acontece que não sou capaz,
de fazer o tempo se mover,
para unir dois corações,
que trataram de se separar.

Como posso conceber?
Acordar e não te ver.
Receio não te ter nunca mais.

Ilhado agora estou,
não vejo nada além de dor.
Não queria deixar de acreditar.
Coração perdido a cantar.
Andorinha sem verão.
Riso teu que eu não tenho.

Irei agora caminhar,
para bem longe daqui.
Nalgum lugar eu hei de sorrir,
enquanto a lágrima tratar de secar...