terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Punhado

O que eu faço com este punhado de amor?
Eu talvez jogue no quadro, pra ficar guardado no tempo,
preso na parede das horas.
O que eu faço com o amar?
Eu respiro e sigo.
Com flores ou velas.
Esperando na janela a pessoa chegar.
O que eu faço com o viver?
Eu caminho sem desvanecer.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Dead or alive

Vivo ou morto.
Depende.
Acho que morri para algo ontem.
Acordei hoje para viver outro sentimento.
E assim tenho feito diariamente.
Uma reconstrução.
Plantação e colheita.
Eu sei, existem lobos a espreita.
Mas eles que temam.
O predador sou eu.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Além

Minha cabeça vai além de mim.
Às vezes me pego andando na escuridão,
caçando uma luz,
nem que seja estelar.
Não sou desses de querer o céu,
mas buscar uma estrela não é uma pretensão descomunal.
Não para o louco que se traveste de poeta.
Eu só quero obliterar essa peste que devasta coração.

Cruzar

Se eu pudesse não esperar.
Não viver de tentar.
Não desvanecer.
Se eu pudesse descansar.
Ver o tempo passar
sem morrer.
Se, no meio de tanta possibilidade,
você ficasse comigo para abraçar o porvir.
Eu acho sim que poderia sorrir.
Eu acho sim que poderia deitar e sonhar.

No balanço da rede.
No balanço das horas.
Boas memórias.
Bons risos que não estão mais aqui.
Terei que cruzar a outra porta sem você me seguir.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Adeus

É tempo de dizer adeus para o que eu fui.
O ontem não é mais meu.
Cartas e sentimentos não têm mais o mesmo significado.
É hora de lutar pelo amanhã.
É o momento de abrir os olhos e sair dos sonhos.
Concretizar os planos.
De batalhar para o que eu objetivo conquistar.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Pincel

Se só tiver o meu pincel para pintar, eu pinto.
Nem que a tela seja da vastidão do céu.
Posso demorar, mas farei o melhor de mim,
porque a vida é pequena, curta demais, mas nem por isso posso me apequenar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Semeador

Agora eu não sou sempiterno.
Nem tenho história para contar de mim.
Tenho apenas aqui um punhado de sementes.
E na frente, tantos terrenos para plantar.
Sei que algumas mudas não vão vingar, porque não só com lágrimas eu posso irrigar.
Por isso conto com o tempo.
Com a nuvem de chuva.
E o sol escaldante.
Conto com as horas que passam e me dão menos vida.
Conto com o amor de algumas sementes que irão brotar.
Para continuar o meu legado.
Em flores, frutos e ventania.

Reviro

Eu reviro os olhos, amor,
para fingir que não vejo dor,
para tentar olhar pro céu,
buscar alguma cor entre o vibrante e o deslumbrante.
Algo que não seja o porvir.
Porque o presente está aqui.
E se eu deixar o tempo passar,
será passado o que eu tinha que abrir.

Semente

Que a semente se plante em terreno fértil.
Que ganhe robustez com o tempo.
E floresça,
trazendo consigo os melhores frutos.
Novas sementes, para novos campos.
Novos meios de amanhecer.

Socorro

Socorro.
O mundo esta louco.
Eu não sei mais o que pensar.
Não valorizam o amar.
Deixam morrer o carinho.
A amizade é um ser que anda caminhando sozinho.
E o céu ameaça não amanhecer.
Que a noite só sirva para alimentar nossos sonhos.
Não para que nos percamos no maldizer.

Limbo

Boa noite.
Vou fechar os olhos para sonhar.
Serei rei.
Um espião.
Um fora-da-lei.
Tudo o que eu era quando criança,
mas que com essa frieza da vida adulta eu deixei de interpretar.
A gravata não aperta só o pescoço.
Ela prende as idéias.
Sufoca seu eu mais profundo.
Torna-te sério.
E com o passar das horas, empederne sua alma.
Jogando-o para o limbo dos que pensam que sorrir é ultrapassado.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Horizonte

Seu sorriso eu vejo além do monte.
Há luz nesse teu horizonte.
Raio de sol.
Guarda o teu abraço que eu já vou chegar.

Janela

Poesia na janela.                       
No mar, um barco de vela.
Pôr do sol beijando o horizonte.                       
E eu aqui delirante
Sentimentos aflorando.                       
Perfumando o bem dizer.                       
O bem querer.
Essa vida tem dessas de chamar a gente para dançar.