quarta-feira, 8 de março de 2017

Transforme

Isto, me dê o seu melhor brilho no olhar.
Seja a mudança que você quer implantar.
Amanheça seus planos.
Beba seus sonhos.
E corra, corra para conquistar ao invés de ficar hirta a pensar.
Largue o passado.
Leve o presente e o aprendizado.
E transforme o abstrato em concreto, sombras em luz estelar.

terça-feira, 7 de março de 2017

Obnubilado

Deixe de pensamento obnubilado, menina.
Logo mais há uma esquina.
Um mundo novo para se olhar.
Eu sei que busca a paz.
Por isso não desafina.
A música que você canta não pode parar de tocar.
Usa seus pés para caminhar.
Porque o destino é seu.
E as sementes que guarda nas mãos são suas.
Plante.
Colha.
Viva.
Respire.
E siga porque o que não falta é terra para se plantar.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Até o futuro



Até o futuro, meu bem.
A espero na esquina.
Até o futuro, meu bem.
É nossa sina.
Até o futuro, meu bem.
Caminhe comigo
Até o futuro, meu bem.
Deixa seu coração ser meu abrigo.
Até o futuro, meu bem.
Pinta meu mundo.
Até o futuro, meu bem.
Onde o futuro, o passado e o presente não irão importar.
Pois terei seu olhar e sua voz.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Questionamentos

Em que momento a alegria morreu?
Em que momento a cor cedeu para o monocromático?
Corações opacos.
Sorrisos tímidos.
Palavras afiadas que nos matam.
O que nos faz seguir em frente mesmo remendados?
Talvez aquela esperança vã de mudar junto com o amanhecer.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A morte dos meus versos

Cada dia que passa, a mente fica mais trôpega.
Caçando rimas que somem como fantasmas no alvorecer.
Menos razões para embevecer.
Porque o meu olhar secou, junto com a última lágrima que escapou de meus olhos.
É um deserto o coração.
Rachado.
Nada floresce.
Nem abelhas, nem pólen.
Nem mel.
Porque o doce não mais habita minha mente.
Nem minhas idéias.
Tenho perdido meu tempo caçando estrelas cadentes.
Realizando pedidos infundados.
Torcendo para o sol iluminar a esperança que repousa dentro de mim.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Balões

Que os balões voem, como os corações mais apaixonados.
Como as mentes que não param de sonhar,
quase atingindo o espaço infinito.

Que os balões voem e levem com eles as preocupações,
deixando a nós apenas o céu e o seu imenso azul.

Que os balões voem,
para que nós aqui que pisamos na terra saibamos que é possível voar,
mas que lembremos que há sempre um ponto de partida e outro para chegar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Fugi

Eu fugi da linha.
Cansei.
Aceitei a sina.
Falei.
Valsei sozinho.
Tombei.
E senti o solo que eu tinha deixado de pisar,
por querer voar demais,
por sonhar sem âncora,
por navegar sem bússola.


Matei.
Um pouco de mim.
Não sei.
Se será o fim.
Pensei.
Que o amanhecer poderia mudar o que sinto.
Me enganei.
Porque o amanhã não tem poderes.
E o hoje é vazio pelo excesso de ontem.
Pelas sementes que não soube cuidar.
Por ter apostado em vasos errados.
Em épocas erradas.
Em direcionar poesias que não seriam capazes de abrir qualquer coração.

Poesia



Não me destrone.
Não me cause dor.
Não gosto do sabor da terra.
Nem quero guerra.
Eu só quero o seu amor.

Venha,
dance comigo.
Sonhe os meus sonhos.
Perca-se nos mesmos eflúvios.
Toque os meus olhos com o seu melhor olhar.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

De volta

Toda vez que lhe vejo, o coração balança como as folhas de um coqueiro no litoral.
É um sentimento inexplicável, porque há muito nem escuto sua voz.
Pensar em ficar sem o seu sorriso tem sido o mesmo que mergulhar no vazio.
A mesma sensação de fechar os olhos para abraçar a escuridão.

Eu lembro quando pude ter o seu brilho, menina.
A sua luz com a minha luz.
Eu bem queria isto para expurgar as sombras do caminho.

Queria você ao meu lado quando as cortinas abrissem,
para depois finalizar a peça podendo ouvir o seu aplauso.
Entretanto, não a tenho.
Nem a alcanço.


Lá de longe vejo você se aproximando do horizonte. Distante de mim.
Um certo medo me aflige.
Minha mente não aquieta.
Ah, céus. Se eu pudesse voar, buscaria você de volta.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Punhado

O que eu faço com este punhado de amor?
Eu talvez jogue no quadro, pra ficar guardado no tempo,
preso na parede das horas.
O que eu faço com o amar?
Eu respiro e sigo.
Com flores ou velas.
Esperando na janela a pessoa chegar.
O que eu faço com o viver?
Eu caminho sem desvanecer.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Dead or alive

Vivo ou morto.
Depende.
Acho que morri para algo ontem.
Acordei hoje para viver outro sentimento.
E assim tenho feito diariamente.
Uma reconstrução.
Plantação e colheita.
Eu sei, existem lobos a espreita.
Mas eles que temam.
O predador sou eu.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Além

Minha cabeça vai além de mim.
Às vezes me pego andando na escuridão,
caçando uma luz,
nem que seja estelar.
Não sou desses de querer o céu,
mas buscar uma estrela não é uma pretensão descomunal.
Não para o louco que se traveste de poeta.
Eu só quero obliterar essa peste que devasta coração.

Cruzar

Se eu pudesse não esperar.
Não viver de tentar.
Não desvanecer.
Se eu pudesse descansar.
Ver o tempo passar
sem morrer.
Se, no meio de tanta possibilidade,
você ficasse comigo para abraçar o porvir.
Eu acho sim que poderia sorrir.
Eu acho sim que poderia deitar e sonhar.

No balanço da rede.
No balanço das horas.
Boas memórias.
Bons risos que não estão mais aqui.
Terei que cruzar a outra porta sem você me seguir.