sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A morte...

Que vê na lucarna?
- Minha morte.
Vá jogar uma moeda, vê se tem melhor sorte.
- Estou estudando as formas de escapar dela.
Então, o que pôde compreender?
- É inevitável.
Bravo!
- E ela não veste manto algum. Nem há foice.
É só uma invencionice.
- É, vai ver a morte não existe.
É a falta de vida, cupincha, é a falta de vida.
- Então basta eu acreditar.
Sim!
- Vou pular essa janela e voar ao invés de cair e morrer.
Voe como Ícaro!
- Voarei!

Pulando a janela rememorou o que via pela lucarna. No fim, não havia se livrado dela. No máximo tinha batido um papo descontraído para distraí-la...

Um comentário:

  1. Vôte!
    Misericórdia!


    Você escancarando o inaudito em tudo.

    Beijos, amigo.

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