sábado, 28 de dezembro de 2013

Onda

Desenhei o amanhã na parede branca.
É engraçado, ele não tem cor.
Só minha imaginação pode ver.
As horas não se definem.
Às vezes é o crepúsculo matutino,
às vezes o ocaso vespertino,
o descaso,
O silêncio.

Ontem pisei no campo das ilusões.
Senti o olor das flores.
Vi o dia passar junto com as nuvens carregadas pelo vento.

Quantas mudanças,
esperanças em vão.
esperanças se vão.
Como as ondas do mar.
Como o medo de amar.

No final das contas, por detrás de toda armadura há um coração.

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