quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Caos

Tremei.
Porque o futuro se cala.
O presente, entretanto, jorra.
E suja minha face de sangue.
Meus olhos vêem a podridão descer para o esgoto.
Ratos se lambuzam com a gordura da opulência.
Não sirvo mais para o silêncio.
Serei caos para os que se deitam em berço de ouro.
Serei a espada que selará a vida dos tolos...

3 comentários:

  1. Show, Marcio!
    Show!
    Versos fortes, concisos, precisos...
    Forte abraço e votos de Feliz Natal!

    ResponderExcluir
  2. Márcio!

    Um poema profético! "Serei caos para os que se deitam em berço de ouro"....


    Belíssimo!

    Parabéns e um Feliz Natal!

    Beijos

    Mirze

    ResponderExcluir
  3. Dias de ira e fervor, hein?

    Charlie B.

    ResponderExcluir