sexta-feira, 6 de março de 2009

Angústia

Corte a carne podre.
Asse o infortúnio.
Mastigue e engula.
Regurgite e asse de novo.
Repita.
Enquanto seu coração palpita um palpite qualquer sobre o dia de amanhã.
Amanhã que será igual a hoje.
Será porque não luta.
Apenas se entrega.

Se um dia resolver chutar a mesa.
Os cacos de pratos, de copos,
a bebida derramada no carpete,
o fogo da vela,
irão devastar a vida moritura que aceita.

2 comentários:

  1. Oi... Estou passando para avisar que indiquei seu blog a um selo :)

    http://www.cantodoescritor.blogspot.com/

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  2. Puxa, Márcio... que poema massa...

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