sábado, 29 de maio de 2010

Conto

Não me enviaste mais nenhuma carta. Na caixa de correio, a decepção de sempre. Como se o vento batesse em minha porta e depois corresse como menino errante.
A infância, entretanto, é efêmera. Aliás, a vida o é.
Logo cairão meus dentes e meu pôr-do-sol não terá o mesmo brilho. Um dia, o sol nem voltará a nascer.

2 comentários:

  1. Sempre nos decepcionamos, quando não encontramos as cartas que estamos a esperar...
    Mas enquanto o sol ainda brilha, brilhemos junto dele!

    Um beijão!

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