sábado, 13 de março de 2010

Tela


(Imagem de Ricelli Laplace)

E ela buscou o silêncio da noite.
O pó plúmbeo da madrugada.
A seda que a abrigava, esfriava o seu corpo,
diáfano como o de um morto.
A lua assistia, serena.
E também nada disse.
Preferiu calar e tentar ouvir os pensamentos, mesmo que esses viessem aos sussurros.
Os cabelos são ondas.
Ainda hoje procura um caís.

6 comentários:

  1. ...(longo silêncio pensativo)...
    Nem sei o que dizer...

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  2. Uma tela emoldura com suas vertentes fáceis de escrever e imensas ao ler de perto... abs meu caro!

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  3. Obrigada pela homenagem...
    sempre que quiser, estaremos aí, pra proporcionar mais inspiração para os palavrantes...

    Adorei.

    Beijos alcoolizados

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